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Você conhece o Jeepala?

Uma das adaptações mais comuns que se tem notícia no meio jipeiro é a substituição do motor original Willys ou Ford pelo do GM Opala quatro cilindros. Robusto e razoavelmente econômico, este propulsor provou ser ideal para aqueles que querem manter os Jeep rodando em pé de igualdade com os 4x4 mais novos. Nos últimos tempos a novidade tem sido adaptação do câmbio quatro ou cinco marchas Chevrolet, originais das picapes A-20 e C-20. O resultado obtido com essa transformação é um 4x4 ágil e confiável e, é claro, off-road puro e duro.

Marcelo Rampazzi, 29 anos, está com seu CJ-3 A 1951 há 12 anos. Foi seu primeiro carro. Como em todo bom serviço de restauração, este Jeep foi totalmente desmontado e revisado, item por item.

O câmbio Eaton Clark GM cinco marchas da picape C-20 se encaixou perfeitamente no conjunto mecânico do Jeep. A travessa de câmbio é original.

A carroceria recebeu aplicação de bate-pedra por dentro e por fora, para evitar riscos. A cor escolhida foi marrom savana, também padrão GM. A primeira mudança foi à adaptação do motor Opala quatro cilindros, que necessita apenas de suportes de fixação e coxins diferentes. Originalmente, a última parada seria feita apenas para a instalação de uma coluna de direção nova – o modelo regulável do Corsa GSi – que iria complementar a já instalado sistema hidráulico de direção do Opala. Após sucessivas quedras no câmbio original Willys, Rampazzi resolveu substituí-lo de vez. Também foi possível utilizar a embreagem da picape C-20. Além disso, o radiador e a ventilação são GM. Com se vê, o Jeep tem alma de um Chevrolet.

O motor GM de quatro cilindros e todos os seus agregados (ignição, radiador, etc.) se adequaram perfeitamente ao Willys.

Feitos um para o outro

O trabalho de adaptação entre motor e câmbio foi facilitado, pois ambos são GM. Até a travessa original de sustentação do câmbio foi mantida. Usar um conjunto de motor e câmbio da mesma diminui as chances de quedra.

Mas o grande segredo dessa modificação foi à confecção da flange de adaptação entre o câmbio e a caixa de transferência “emprestada” da uma Rural.

Os cardãs foram substituídos – o da frente ficou com 70 centímetros e o de trás com 40 centímetros. A Alavanca de tração foi mudada para o assoalho, já que na Rural é originalmente instalada sob o painel. As posições ficaram dispostas em 4x2, 4x4, neutro e 4x4 reduzida, tudo numa única alavanca.

Não houve necessidade de modificar a relação de diferencial, já que o câmbio de cinco marchas e os pneus 750x16 resultaram em um equilibrado escalonamento de marchas.

Outra particularidade deste jipe é sua suspensão, que foi substituída pela do Toyota Bandeirante. São duas molas por roda dianteira e três por cada roda traseira. Com essas modificações, Rampazzi tem em mãos um Jeep de visual clássico, ágil, confiável e bem macio. Para quem se interessar pelas modificações feitas neste belo Willys, ligues para a Deep Tec, oficina responsável pelas adaptações. Telefone é (11) 5061-6584.

A coluna de direção regulável foi tirada de um GM Corsa Gsi. Note os limpadores de pára-brisa, originais da tampa traseira do VW Gol.

A suspensão foi toda emprestada do Toyota Bandeirantes, incluindo molas, jumelos e pinos de fixação. Robustez e maciez garantida.

Vista geral do “novo” sistema de transmissão do Jeep. No detalhe observa-se melhor a flange de adaptação entre o câmbio GM e caixa de transferência Willys. A flange de cima é original, a debaixo é a confeccionada pela Deep Tec.

 
 
 
 
 
 
 
 
 

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